Casos de Polícia

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Fúria Divina de José Rodrigues dos Santos

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Novo romance de um autor que já habituou os seus muitos leitores a aliar o prazer lúdico da leitura ao enriquecimento proporcionado pela relevância dos temas tratados e pela investigação rigorosa que os fundamenta. Depois de tratar a crise energética e os últimos avanços da ciência numa mistura extremamente hábil e subtil de ficção e realidade, José Rodrigues dos Santos traz-nos mais um tema escaldante da actualidade, num acontecimento editorial que dará muito que falar.

É o regresso de Tomás Noronha, o historiador português perito em criptanálise e línguas antigas. O novo livro de José Rodrigues dos Santos, “Fúria Divina”, aborda, em 608 páginas, vários temas contemporâneos: terrorismo versus segurança, fundamentalismo islâmico versus meio cultural, bomba atómica e Al-Qaeda e Médio Oriente versus Ocidente. Para aqueles que lidam diariamente com estas temas nas áreas da defesa, segurança ou das informações, “Fúria Divina” – romance baseado em factos reais – pode revelar-se útil ao contribuir para o aprofundamento da compreensão das realidades geoestratégicas do mundo islâmico.

A apresentação do livro decorrerá no próximo sábado, dia 24 de Outubro, no C.C Colombo.

O que estou a ler #6

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Estou a ler o ‘Mercador da Morte‘ de Douglas Farah e Stephen Braun.

Viktor Bout é um dos mais poderosos e perigosos traficantes de armas que alguma vez existiram.

Fornecia-se nos Exércitos decadentes e indisciplinados da URSS e dos países da Europa de Leste após a queda do comunismo, para abastecer rebeldes e Governos (ao mesmo tempo) em África, as FARC da Colômbia, os muçulmanos da Bósnia, os hutus do Ruanda ou os talibans no Afeganistão. Era um homem temível e impune, que ajudou a matar milhares de civis e tratava os Presidentes por tu.

Durante décadas, ninguém lhe fez frente. Porque era exímio em operar sempre dentro da legalidade internacional, e porque nenhum Governo o queria atacar, por considerar que talvez um dia viesse a precisar dos seus serviços. Chegou a trabalhar para países democráticos, para ditadores e para guerrilheiros, para os lados opostos de um mesmo conflito, para os EUA e para a ONU. Os poucos inquéritos que se fizeram sobre as suas actividades foram prematuramente arquivados. Até que um homem decidiu atacá-lo.

Johan Peleman, um pacifista belga, decidiu investigar a origem das armas fornecidas aos hutus do Ruanda, que permitiram perpetrar o genocídio de milhões de tutsis. Instalou-se num mosteiro franciscano em Antuérpia e começou a analisar os registos de voos para a região. Foi assim que chegou ao nome de Viktor Bout.

Peleman era estudante de Filosofia. Passara o curso a estudar os textos do filósofo e psicanalista Jacques Lacan. Essa era a sua especialidade, não armas ou crime, economia ou política internacional. Nem tinha cumprido o serviço militar, por se ter declarado objector de consciência. Mas meteu na cabeça que iria apanhar Viktor Bout e levá-lo a tribunal, e fez disso cruzada pessoal. Apoiado pela organização belga International Peace Information Centre e fechado na cela de um monge franciscano, com pizzas e maços Gauloises, começou a organizar um arquivo. Depois viajou para África, Rússia e Médio Oriente. Anos depois, sabia tudo sobre a história e actividades de Bout. Acabou por cooperar com a ONU, com jornalistas, polícias e vários Governos, em operações que acabariam por levar à prisão do traficante.

“Mercador da Morte” é a história de Viktor Bout, mas também a de Johan Peleman. Douglas Farah, ex-chefe do departamento da África Ocidental do “Washington Post”, e Stephen Braun, jornalista do “Los Angeles Times” e vencedor de um Pulitzer, acompanharam Peleman e todos os investigadores que, durante anos, seguiram a “carreira” de Bout, sem nada poderem fazer para o deter.

Farah investigou as actividades africanas de Viktor Bout, enquanto Braun se ocupava das relações do traficante com os talibans. O resultado é um livro que se lê de um fôlego sobre uma história incrível, mas, também, sobre a hipocrisia e ineficácia de um sistema internacional onde é possível ser impunemente, durante décadas, um mercador da morte“.

Escrito por Rui Aguiar

Outubro 13, 2009 em 9:41 pm

O que estou a ler #5

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Mirabete

Estou a ler o mestre Mirabet. Oferta. MIRABETE, Julio Fabbrini. Manual de direito penal, v. 3. São Paulo: Atlas, 2007

Escrito por João Pedro Matos

Setembro 29, 2009 em 10:52 am

O que estou a ler #4

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O Amante da China do Norte de Marguerite Duras

“A mãe. Também lhes repetia que aquele país da Indochina era a pátria deles, desses filhos, dos filhos dela. Que tinham nascido ali. E que também foi ali que ela encontrou o pai deles, o único homem que ela amou. Esse homem que eles não conheceram porque eram muito novos quando ele morreu e ainda eram tão novos depois dessa morte, por isso ela quase não lhes falou no pai para não lhes entristecer a infância. E também lhes disse que o tempo tinha passado, e que o amor dela pelos filhos lhe invadiu a vida. E a seguir a mãe chorava.

(…)

É a barca no Mékong. A barca dos livros.
Do rio.
Na barca está o carro para os indígenas, estão os Léon Bollée, pretos, compridos, e os amantes da China do Norte a olhar.”

O que estou a ler #3

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leitura

Estou a ler o ‘Belas Mentiras‘ de Lisa Unger. Uma oferta da minha namorada. Viciante.

Escrito por Rui Aguiar

Setembro 9, 2009 em 10:04 am

O que estou a ler #2

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Escrito por Ana Paula

Setembro 4, 2009 em 3:33 am

O que estou a ler #1

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In Tenebris, Maxime Chattam

P.S: Ou melhor, o que acabei de ler.

Sang d’encre au 36

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Autor: Hervé Jourdain
Colecção: Horcol
Editora: Les Nouveaux Auteurs
Ano de Edição: 2009
Idioma: Francês

Tous les vendredis, un tueur sévit dans les milieux culturels puis nargue par l’envoi d’un courrier les policiers du 36. Après le premier assassinat d’un conseiller d’orientation, la nouvelle victime appartient encore à l’Education nationale. L’équipe du commandant Duhamel croit tenir quelque chose. Illusion : les victimes “sans histoire” s’accumulent et la Brigade criminelle du quai des Orfèvres s’inquiète de ne pas avoir de piste solide. Rien ne semble lier ces meurtres en série… sauf, peut-être, la passion des victimes pour les romans policiers. Une seule chose est sûre : la vérité n’est pas là où on l’attend.

Escrito por Ana Paula

Agosto 16, 2009 em 3:26 am

Gangs in Garden City

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Estamos em tempos de férias, e para os prolíficos em leituras nada melhor do que um bom livro. Se gosta de temas como história, emigração, criminalidade e violência, recomendo-lhe “Gangs in Garden City”, o primeiro livro da jornalista Sarah Garland. Ao ler o “rascunho” a que tive acesso um pensamento perverso perpassou-me na mente: lá estão os “amaricanos” a culpar os latinos de tudo. Enganei-me senhor John Pereira e senhora Hannah Piadeiro de Newark! É obra solta e inocente, mas não deixa de “tocar na ferida” de um problema de difícil resolução – os gangues acabam por oferecer aquilo que os Estados Unidos não conseguem, integração, mas com a perpetuação do ciclo de pobreza e violência. Pertinente, bem escrito e segundo o Washington Post “uma muscular, Hemingwayesca prosa”. É interessante analisar este exercício de uma jovem jornalista onde a mesma tenta, inconscientemente, uma pequena rebelião, questionando alguns valores incutidos durante a sua formação. Para ler este livro em português terá que tirar o ticket e esperar pelo vagaroso comboio que pára na estação “nunca”. Adquira!

“Durante décadas os gangues de rua norte-americanos têm sido sinónimo dos centros das grandes cidades, onde as drogas e tiroteios fazem parte do quotidiano. Numa recente tendência, dois gangues, a Mara Salvatrucha e o 18th Street, ambos com raízes na América Central e na cidade de Los Angeles, aventuraram-se dos centros urbanos para os típicos e exclusivos bairros suburbanos norte-americanos. Nos últimos cinco anos a jornalista Sarah Garland acompanhou e escreveu sobre as alterações da paisagem e demografia da cidade de Hempstead, em Long Island, acompanhando a vida de membros e ex-membros de gangues. Neste livro Sarah conta a história deles.” S. Garland

Yannick Carvalho

Escrito por Yannick Carvalho

Agosto 3, 2009 em 4:47 pm