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Al-Andalus

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É o nome do recém-criado órgão de propaganda mediática da Al Qaida no Magrebe Islâmico (AQMI). É um claro sinal das pretensões da AQMI em relação a Espanha, e, obviamente, à parte ocidental do Al-Andalus, o Gharb al-Ândalus, hoje Portugal. A «libertação do território roubado» fez sempre parte da agenda da Al Qaida. Para a organização terrorista de Bin Laden, a terra dos muçulmanos é um território que começa em Jerusalém e só termina no Gharb al-Ândalus.

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Etarras detidos em Montpellier

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Foto de mezzosakko segundo licença CC-BY-NC-ND 2.0

Dois membros do grupo terrorista Euskadi Ta Askatasuna (ETA) foram detidos esta madrugada em Montpellier, no sul de França, pela Polícia Nacional Francesa. Os terroristas, Joanes Larretxea Mendiola e Iurgi Mendinueta Mintegi, foram detidos quando circulavam nos arredores de Montpellier numa viatura roubada. Seguiam em direcção a um zulo – esconderijo da ETA – onde tinham armazenadas várias armas e explosivos.

As operações levadas a cabo nos últimos três meses pela Polícia Nacional Francesa e Guarda Civil Espanhola têm comprometido seriamente toda a logística da ETA.

Com estas duas detenções, eleva-se para três o número de detidos pela Polícia Nacional Francesa durante a última semana. Ibai Suescun González, outro etarra, foi detido ontem, sexta-feira, na localidade de Lescun, na região francesa da Aquitânia.

Saludos de España!

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Do outro lado da fronteira os polícias não são julgados por dispararem contra criminosos armados; os juizes atribuem medidas de coacção detentivas; os criminosos têm respeito pela acção policial porque têm medo da justiça.

Escrito por Rui Aguiar

Setembro 16, 2009 em 11:10 pm

Do You Believe?

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Durante uma noite fria em Madrid, em finais de 1997, conheci um oficial do Cesid – isto nos tempos do Tenente-General Javier Calderón – alto, meio encurvado, olhar de raposa. A linguagem corporal daquele homem lembrava uma tulipa (ao vento). Após um pequeno passeio por Lavapiés, a nossa conversa encaminhou-se para um lado sombrio, grave (bastante comum em homens daqueles), que sabia não dominar, e foi então que, com alguma prosápia, típica dos militares espanhóis, aquele hermanito decidiu revelar, para meu espanto, a existência de um programa da secreta espanhola para a recolha e análise de intel sobre OVNIS e fenómenos paranormais em território espanhol. Confidenciou-me, sapientemente, que o programa tinha um orçamento de 5,5 milhões de pesetas.

Ora bolas. Você está a dizer-me que gastam essa quantia a caçar OVNIS? – disse eu baixinho.

Precisamente – disse ele – É um assunto deveras sério, da maior importância para a segurança interna de Espanha.

Mas isso é ridículo homem – disse levantando-me – A E.T.A não convalesce e vocês preocupam-se com coisas dessas? – Pobre homem, está tolo.

Fez um expressão grave – Vocês não têm coisas dessas em Portugal? – ciciou o hermanito

É possível – respondi eu – Mas penso que o estado português não terá, presentemente, qualquer interesse no assunto.

Não têm mesmo? – insistiu

Que eu saiba não – respondi, enquanto batia com o dedo indicador esquerdo no lábio inferior a tentar recordar-me de alguma história ou notícia

Então será melhor não falarmos mais do assunto – disse friamente, a perscrutar-me com os seus olhos de raposa

Confesso-lhe que acho toda essa história perfeitamente ridícula – pobre tolo, repeti para mim.

E mudamos de assunto. No dia seguinte regressei a Lisboa.

Pouco me importa se falara a sério. Fiquei preocupado com as prioridades do pessoal afecto ao Cesid.

E hoje, como serão as coisas? Caças a OVNIS, pequenos homenzinhos verdes? Ora essa! Tragar coisas dessas não.

Escrito por Mário J.C

Setembro 8, 2009 em 5:03 am

Euskadi Ta Askatasuna – Seis “etarras” procurados na ilha de Maiorca

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A “Guardia Civil”, a “Policía Nacional” e o “Centro Nacional de Inteligencia” estão a proceder a uma gigantesca operação na ilha de Maiorca para localizar seis “etarras” que serão os presumíveis autores dos dois violentos atentados que atingiram os quartéis da Guardia Civil de Burgos e de Calvià.

Os procurados são Alberto Machain Beraza, Iratxe Yáñez Ortiz de Barrón, Itziar Moreno Martínez, Iván Saez de Jáuregui Ortigosa, Joanes Larretxea Mendiola e Oroitz Gurruchaga Gogorza.

Rui Aguiar

Líder de “Los Miami” apanhado pela Polícia

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Enano

A Policia Nacional espanhola (CNP), deteve Juan Carlos Peña Enano, de 43 anos, líder do gangue “Los Miami” e, consequentemente, um dos homens mais procurados de Espanha.

Juan Enano, que andava a monte desde 2005, foi detido no município de Nevacerrada, Madrid, após operação de vigilância policial de várias dias. Foi detectado em local isolado, numa casa de montanha, onde residia com a sua família desde o seu regresso do Brasil, para onde tinha fugido há mais de quatro anos. A polícia deteve Enano quando este saía de casa numa carrinha conduzida pelo seu irmão.

O gangue “Los Miami”, criado no inicio dos anos 90, começou como um grupo dedicado a homicídios por encomenda. A partir de 1992/93 expandiram as suas actividades criminosas para áreas como o tráfico de estupefacientes, cobrança de dívidas através de coacção, extorsão e a “cobrança de impostos” a bares e discotecas de Madrid. Não são conhecidas ligações dos “Los Miami” a grupos portugueses ou a operar em Portugal.

Rui Aguiar

As bombinhas

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Valença

Foto de caese segundo licença CC-BY-NC-ND 2.0

Era mais um verão passado na terra da família, Valença do Minho. Costumava brincar durante o dia inteiro nas muralhas, à bola no adro da igreja de Santo Estêvão ou a passear de bicicleta pelas ruas da vila. Enquanto os galegos andavam na sua desenfreada busca por peúgas, mantas e toalhas, andava mais preocupado em arranjar caixas de papelão que servissem para forrar o esconderijo que recentemente tinha “adquirido” nas muralhas. Devia ter uns 8 anos, e naquela altura, Valença era o meu paraíso.

O crime em Valença estava quase sempre relacionado com tráfico de estupefacientes. Os traficantes de droga galegos controlavam a fronteira, e Valença era um ponto estratégico. Mas se havia crime, a Vila, a Coroada e a “Cidade Nova” eram lugares onde pairava um “cheiro de segurança”, e um forte odor a churros e farturas.

Assim, eu e o meu grupo de amigos éramos livres para as nossas brincadeiras – andar com fisgas atrás de pássaros, brincar aos reis e cavaleiros, andar à porrada com os miúdos da Coroada, arrumar carros para ganhar umas pesetas. Na surdina da noite, “rastejávamos” para o largo, em frente à câmara municipal, e “sacávamos”, com umas canas que tinham uma pastilha colada na ponta, as pesetas e escudos que brilhavam no fundo da fonte. Havia dias que ficávamos ricos, mas sem “aconselhamento financeiro” do BPN, acabávamos por gastar tudo em gelados.

Mas se havia “crime” que mais gostávamos de praticar era o de ir comprar petardos, bombinhas, a Tui, Espanha. Mas tal exigia preparação e inteligência operacional. Tudo era meticulosamente organizado. Criava-se planos alternativos de fuga, em caso de sermos apanhados, e tínhamos a preocupação em arranjar “safe spots” onde pudéssemos armazenar o “material” por 2-3 dias. Vestíamos roupa que habitualmente não usávamos e lá íamos, todos lampeiros, pelas muralhas em direcção da velha ponte; como “putos” éramos mais organizados que o “gangue das perucas”. Na loja, algures em Tui, recorríamos a todo o tipo de desculpas – “é para um trabalho da escola” – dizia um; “é para o meu tio” – dizia outro. “Piquenos criminosos”, sem dúvida.

Três dias mais tarde era “apanhado” pela GNR de Valença, em plena Rua Direita, com uns petardos na mão. Alguém tinha alertado a GNR que havia “um miúdo a atirar bombinhas”.

“Onde arranjas-te isto?” – Perguntou um Cabo da GNR; “Em Tui” – respondi eu, muito assustado e com as pernas a tremer; “És de onde?”; “Eu..eu..vivo no Algarve, mas a minha família é daqui”; “E quem é o teu pai?”; ” “O meu Pai…é o José, mas está no estrangeiro…”; “Hã? Onde? Quem?” – Perguntou o militar como se lhe estivesse a falar de nitrato de sódio; “Sou neto do sr. Oliveira… – disse orgulhosamente”; “ah..então…nós ficamos com isto, não compres mais…vá, vai lá brincar”. Ah Cabo Tortúlio, você e os seus ensinamentos.

O relacionamento quase familiar, de proximidade, por parte da GNR de Valença era eficaz e criava uma atmosfera de segurança entre a população da vila, maioritariamente idosa. A nossa relação com a GNR local, criara em nós, crianças, um sentido de responsabilidade e de respeito pelas autoridades – eram para nós heróis e uma voz amiga.

É importante que regressemos ao passado e reflictamos sobre as políticas de patrulhamento de proximidade que existiam e a relação das polícias com os mais novos. Porque a segurança está intimamente ligada à proximidade, educação e ao sentido de responsabilidade.

Yannick Carvalho

Polícia Judiciária: Operação “Alvorada”

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A Policia Judiciária, através da Direcção Central de Investigação do Tráfico de Estupefacientes (DCITE), em acção levada a cabo na cidade de Lisboa, identificou e deteve cinco homens, com idades compreendidas entre os 23 e os 50 anos, pela presumível autoria do crime de tráfico de estupefacientes.

Os indivíduos em causa, todos de nacionalidade colombiana, integravam uma organização criminosa dedicada ao tráfico internacional de estupefacientes e tinham por missão assegurar o transporte da cocaína proveniente da Venezuela, via Portugal, para Espanha, onde seria posteriormente distribuída.

Foi apreendido produto estupefaciente para cem mil doses de consumo, em elevado estado de pureza, bem como dois veículos ligeiros de passageiros.

Os detidos foram presentes a primeiro interrogatório judicial, para aplicação das medidas de coacção tidas por adequadas.

Escrito por Sofia Afonso

Setembro 6, 2008 em 4:32 pm