Posts Tagged ‘Crime’
Novo Gangue na Margem Sul
A importância do “chibo”
08.10.2009 – Spokane, Estado de Washington, EUA / Roubo de tabaco
Um bom exemplo da utilização de viaturas furtadas para a prática de assaltos. A potência do carro é utilizada tanto para arrombar como para fugir. Em Portugal a mesma técnica é utilizada para o arrombamento das grades de gasolineiras, de ourivesarias e de lojas de roupa. A solução passa pelo reforço do patrulhamento em zonas comerciais com a articulação entre os OPC’s e as forças de segurança locais. Neste tipo de crime, o “chibo” (aquele que fornece informação relativa aos autores/receptores) é da maior importância. Os informadores locais podem ajudar a resolver um crime em apenas algumas horas.
Corrupção

“Segundo os últimos indicadores, não existem quaisquer dúvidas: Portugal está a ficar mais corrupto.
Recentemente foi publicada pela Transparência Internacional (TI), uma Organização Não-Governamental, a listagem dos países menos corruptos. Convém referir que estamos perante uma listagem sobre o Índice de Percepção da Corrupção nesses países, e não sobre dados reais, uma vez que estes, neste tipo de crime, são muito difíceis, para não afirmar mesmo impossíveis de obter. Esta Organização foi fundada em 1993, sendo que Portugal apenas aderiu à mesma a 13 de Maio de 1998.
A Transparência Internacional analisa este fenómeno em cerca de 180 países. Da observação das últimas três listagens, resulta alguma preocupação para nós portugueses e um sinal claro que nos deve levar a todos não só a querer mudar o actual estado das coisas, como a irmos mais longe e a exigirmos essa mudança. Assim, em 2005 Portugal estava colocado em 25º lugar entre 175 países. No ano de 2007 a situação piorou. A TI analisou 173 países, sendo que Portugal aparece em 28º lugar, ou seja, descemos 3 posições. Na última lista divulgada, e depois de analisados 180 países, Portugal volta a cair, agora para o 32º, ou seja, uma descida de 4 posições, mas com o mesmo índice do 35.
Segundo os indicadores analisados pela TI, não existem dúvidas: Portugal está a ficar um país mais corrupto! E o problema é que os dados agora divulgados mostram claramente essa tendência, uma vez que estamos sistematicamente a descer. Poderíamos argumentar que o nosso índice se mantinha, mas que estávamos era a ser ultrapassados por países que tinham conseguido resolver esse problema. Mas, infelizmente, não é isso que se passa. O mais grave é que há de facto países a melhorar os índices, ou seja, a conseguirem efectuar um verdadeiro combate a este fenómeno, e por isso melhoram a sua classificação, ao passo que Portugal piora as suas performances na luta contra este crime. A hora não é a de encontrar culpados. Não podemos perder tempo nem recursos nisso. Temos de deixar de criar grupos de estudo para tudo e para nada, e que nunca chegam a conclusão digna desse nome. Isso é não querer encarar o problema e muito menos resolvê-lo. Todos sabemos o que há a fazer. Todos sabemos qual o caminho que devemos percorrer para que daqui a dois anos, quando sair a próxima lista, nos possamos orgulhar do trabalho feito.
Agora é preciso é que todos queiram percorrer esse caminho para obtermos bons resultados. Uma de duas coisas acontecerá: ou escolhemos esse caminho livremente, ou algum dia vamos ser obrigados a escolhê-lo,o que seria uma vergonha para todos nós”.
Artigo de opinião de Carlos Anjos, Presidente da ASFIC/PJ, in Correio da Manhã, 08-10-2009
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Justiça Criminal na África Ocidental Pré-colonial

Foto de ross-m segundo licença CC-BY-NC-ND 2.0
David Dalgleish
Jornal Africano de Criminologia e Estudos da Justiça - Vol. 1, Nº 1 (Abril, 2005)
“Through the process of Eurocentric pro-colonialist propaganda people have been, and continue to be, led to assume that the European colonialists brought criminal justice and law and order to Africa. This article challenges those assumptions by using the work of scholars of African history to highlight the existence of criminal justice systems in Africa, in particular pre-colonial West Africa. In the context of a modern society dedicated to removing the tenets of discrimination on the basis of ethnicity, this work will hopefully inspire other criminologists to continue to address this under-researched area of criminology, and reassess how historical criminal justice in Africa has been viewed”.
Pre-Colonial Criminal Justice In West Africa: Eurocentric Thought Versus Africentric Evidence
Caixa Baixa
Texto de Carlos Varela / JN
Dá pelo nome de “Caixa Baixa” e constitui uma verdadeira escola de jovens criminosos em Lisboa e na Margem Sul do Tejo. Dos seus elementos vieram o ataque aos polícias na Amadora e um homicídio na Moita. Autoridades estão atentas.
As primeiras informações relativas à existência do fenómeno, que está a preocupar de sobremaneira as autoridades, surgiram no ano passado, quando, em Abril, a PSP de Sintra deteve um jovem, de 16 anos, de alcunha “Caixa Baixa”, por tráfico de droga.
As investigações vieram, no entanto, a dar conta de que “Caixa Baixa” era muito mais do que a designação de um indivíduo ou de um grupo de jovens adeptos de hip-hop e da contestação social.
Alguns ficaram-se, de facto, apenas pelos ritmos afro-americanos, pacificamente. Mas outros saltaram para um culto das armas, da violência e da marginalidade, que depressa se espalhou pelos bairros, por via da internet e do “youtube”. A “Caixa Baixa” transformou-se, assim, numa espécie de paraíso para os gangues de assaltantes violentos que ali recrutam e formam adolescentes, antes de os lançarem no mundo do crime mais “pesado”.
“Inspiraram-se no filme brasileiro a ‘Cidade de Deus‘” adiantou ao JN uma fonte policial. A película versa a luta entre gangues nas favelas brasileiras, um dos quais se chamava “caixa baixa”.
Algueirão-Mem Martins e Cacém, na Linha de Sintra, foram as zonas e bairros onde, pela primeira vez, surgiu a expressão, mas ainda no ano passado a “comunidade” começou também a ganhar força nos complicados bairros de Santa Filomena e da Cova da Moura, na Amadora, e já este ano no Vale da Amoreira, na Moita, na Margem Sul do Tejo.
Agrupando jovens entre os 13 e os 18 anos, “são um primeiro patamar nos gangues que praticam os roubos”, apontou ao JN uma fonte policial.
Ninguém sabe exactamente quantos são, mas é certo que a sua preponderância ganhou força face à repressão policial que, em finais do ano passado e já este ano, tem feito estragos e mantido mais recatados os gangues de especialistas em “carjacking” e assaltos a caixas multibanco.
“Os mais velhos travavam os mais novos, para evitar que lhes estragassem os esquemas, mas agora têm que recorrer a eles se querem fazer alguma coisa e para isso têm que os ensinar”, foi-nos adiantado.
Terá sido neste período de formação que apareceram, na Margem Sul, várias tentativas de furto de caixas multibanco, quase sempre falhadas, e mais casos de roubos violentos nos próprios bairros, “algo que há uns anos era impensável”, diz a fonte. Em contrapartida, o “carjacking” quase desapareceu e regressaram os furtos de automóveis. “Dá menos nas vistas”, apontou um investigador criminal da PSP.
O ataque a dois agentes da PSP, no bairro de Santa Filomena, foi da fase seguinte na formação dos jovens, já integrados em grupos “séniores” como o “Aperta o Papo“.
Mas os “Caixa Baixa” estão a crescer e no Vale da Amoreira já ameaçam o território de grupos mais velhos. Chegaram mesmo a desafiar um “peso-pesado” do crime da zona, de alcunha o “Fantasma”, num confronto a tiro, no início de Setembro.
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Coisinhas boas – O Regresso de Dexter

A quarta temporada de “Dexter” estreia hoje nos States (Showtime). Boas notícias para quem gosta de sangue, como eu. O nosso serial killer favorito no papel de pai babado e dedicado marido. Espera-se uma boa Season. E do que dizer da participação de John Lithgow? Coisinhas boas.
“Uma autêntica cena de um filme de terror”

Foto de Van Damme M segundo licença CC-BY 2.0
Alemanha. Quando os agentes da Kreispolizeibehörde Coesfeld (KPB) saíram disparados em direcção ao parque de campismo Lönsquelle em Coesfeld nem imaginavam o cenário que iriam encontrar.
Domingo. Numa holzhütte (cabana de madeira), uma visão terrível: 3 cadáveres, uma enorme poça de sangue e um silêncio sepulcral, apenas interrompido pelo choro de uma bebé, Ronja, de 10 meses. O cenário de triplo homicídio encontrado pela polícia parecia “uma autêntica cena de um filme de terror”, chegou a confessar um polícia à Deutsche Presse (DPA).
Cabana de madeira. Mãe (53), pai (55) e filha (29), brutalmente assassinados a golpes de facas e de uma espada samurai. O companheiro da filha do casal, um homem de 33 anos, é o principal suspeito, foi apanhado a 500 metros do local do crime com a roupa ensanguentada e na posse de um kit-de-homicídio: um passa-montanhas, corda, fita adesiva, facas e uma espada.
Pormenores. Em 5 minutos a polícia estava no local, em 15 minutos tinha um helicóptero no ar, em 20 apanhava o suspeito.
Crime e Etnicidade: Comportamento Criminoso Redefinido (doc)

Foto de Andreas-photography segundo licença CC-BY-NC-SA 2.0
Noel Otu, Nancy A. Horton
Studies dealing with the definition of crime have primarily been concerned with developing hypotheses and theories of universal crime commission and definition. These theories of human behavior may appear plausible on paper but do not work well with people. All the theories of human behavior contain some truth. However, variables do not function one at a time nor can one theory explain all human behavior. These reasons justify studying human behavior from a social context perspective. This paper examines why one ethnic group can be heard praising a behavior while another ethnic group is doing the opposite. Factually, ethnic definition of behavior is the consequence of “Ethnic Differential Opportunity Definition” (EDOD) which states that (behavior) crime is what your ethnic group says it is. The U.S. Supreme Court is slowly accepting the EDOD. In Small v. United States (2005) the highest court narrowed a federal law that prohibits anyone “convicted in any court” of a crime punishable by imprisonment for more than one year from possessing firearms, 18.U.S.C.$922(g)(1). The court ruled that the law does not apply to those who were convicted in (outside their ethnic group) foreign countries. Frankly speaking, it means that felony conviction (crime) does not count and could not be used as the basis for anything if it occurs outside your ethnic group (country).
Crime e Etnicidade: Comportamento Criminoso Redefinido
Nota: Peço a quem regularmente adquire artigos científicos dedicados à criminalidade que me envie o abstracto para que possa reflectir sobre a sua possível aquisição. Obrigado. blogue.cdp@gmail.com
Crime em Luanda é preocupante
O crime na cidade de Luanda tem atingido proporções muito preocupantes desde 2008, e está a ficar claro que as acções realizadas pela polícia contra os bandidos não são suficientes. Os poucos meios que são disponibilizados e falta de formação entre corpo de agentes da Polícia Nacional prejudicam o combate ao crime em todo o país, mas com principal relevo para Luanda. Na capital aumentaram os crimes de assaltos aos bancos, os furtos, as violações, os assassinatos em residências. De acordo com Eduardo Cerqueira director da DNIC, os crimes de furto saltaram de 3.657 casos, em 1999, para 8.305, em 2008, as ofensas corporais voluntárias passaram de 1.841 casos, em 1999, para 9.831, em 2008, os crimes de violação passaram de 248 casos, em 1999, para 944 casos em 2008. O uso de armas de fogo no cometimento de crimes reduziu significativamente. Os municípios de Luanda – Kilamba Kiaxi, Ingombota, Samba, Maianga, Sambizanga, Cacuaco, Cazenga, Rangel e Viana – tem elevados índices de criminalidade.
É verdade que a percepção do crime tem aumentado entre a população com o surgimento de novos meios de comunicação, mas a população tem tanto receio da polícia como dos bandidos. Os elevados índices de corrupção na polícia contribuem para o medo e desconfiança entre a população. Grande parte da culpa é mesmo dos responsáveis da polícia quando afirmam que não existe insegurança em Luanda. Não é do interesse do Presidente da República que o crime continue a aumentar em Luanda, mas enquanto as promoções na carreira, os melhores salários e as ajudas sociais estiveram apenas disponíveis para membros do partido no poder a corrupção não acabará.
P.S: Gostaria de agradecer o convite que me foi feito pela minha amiga Sofia Afonso para escrever no blog Casos de Polícia. É um prazer e uma honra.
Que fará agora, sua excelência, Sr. Procurador-Geral da República?
“A residência de férias da família do Procurador-Geral da República não escapou à onda de insegurança“.
Que fará agora, sua excelência, Sr. Procurador-Geral da República? Que fará agora que é vitima do crime, quando este, até agora, “só tocava” ao anónimo cidadão português? Não fará nada! Não fará nada porque faz parte do sistema. Porque se reagir é “queimado”. Porque se não reagir mantem o “poleiro”. É que você tem um bom ordenado, uma boa casinha e segurança! Do outro lado da barricada, os criminosos tem o país sob controle, possuem armamento pesado e utilizam a violência como única diplomacia; o povo sente-se inseguro (e com razão), os polícias são mal pagos e assassinados.
Que fará, sua excelência, Sr. Procurador-Geral da República? Que fará agora que todo o seu trabalho é posto em causa, por clara incompetência? Não fará nada! Chegou ao topo da carreira, tem garantida uma boa reforma e não precisa de mais “tachos”.
Que fará, sua excelência, Sr. Procurador-Geral da República? Que fará agora por nós Portugueses? Não fará nada. Não tem noção da realidade, não passa fome, não tem dificuldades financeiras, não fica horas à espera numa sala de emergência, não luta contra um trabalho precário, não tem que se preocupar com o seu futuro e dos seus filhos.
Que fará, sua excelência, Sr. Procurador-Geral da República…NADA!
Sofia Afonso












