Casos de Polícia

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Na Guiné-Conacri de Dadis Camara o terror é a lei

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dadiscamara

As ruas de Conacri estão vazias. O povo está dentro das suas casas. Os poucos jornalistas estrangeiros que se aventuram pelas ruas daquela cidade são ameaçados. O terror é a lei. E por terror entenda-se violações, assassinatos e tortura. Na Guiné-Conacri de Dadis Camara vive-se e respira-se terror. Como pode um povo viver assim? Até o índice de cometimento de crimes baixou. Nem os bandidos arriscam roubar nada com medo que lhes cortem as gargantas.

As mulheres parecem ser o alvo preferido dos boinas vermelhas, a guarda presidencial do Presidente interino. Violações diárias. Humilhações diárias. A vida na Guiné-Conacri não vale nada, e se você não está com Dadis Camara, então a sua vida consegue valer ainda menos. Vive-se mal. Existe fome. Falta tudo, inclusive arroz e leite.

A comunidade internacional diz-se chocada com a violência, mas ninguém faz nada. Mesmo aqui em Angola se fala mais dos angolanos expulsos da RD do Congo do que desta situação.

O mundo quer viver de sonhos. Fecha os olhos e tapa os ouvidos para os gritos da Guiné-Conacri. Prefere escolher Barack Obama como prémio Nobel.

Garcia Miala autorizado a sair de Angola

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Fernando Garcia Miala, ex-chefe dos Serviços de Inteligência Externa (SIE) de Angola foi autorizado pelo Tribunal Militar Superior de Angola a deslocar-se ao estrangeiro para receber tratamento médico. A sua transferência está pendente de um relatório médico.

Recorde-se que Fernando Garcia Miala (director/SIE), Constantino Vitiaca (director de Informação e Análise/SIE), Ferraz António (director de Estudos e Planeamento/SIE), Miguel Francisco André (director Geral Adjunto/SIE) e Maria da Conceição Domingas (directora de Contra-Inteligência Externa/SIE) foram exonerados das suas funções e reformados compulsivamente.

António José Maria, director dos Serviços de Inteligência Militar (SIM) e Manuel Hélder Vieira Dias Júnior (“Kopelipa”), Chefe da Casa Militar do Presidente da República de Angola são agora os homens da confiança de José Eduardo dos Santos, Presidente da República de Angola.

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Onde está Fernando Garcia Miala?

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O general Fernando Garcia Miala, antigo chefe dos Serviços de Inteligência Externa está desaparecido na cadeia de Viana. Entre a população prisional comenta-se que ele poderá estar no “buraco”, isto é, numa cela isolada do pavilhão principal da cadeia. A própria família está proibida de o visitar. Familiares do general têm sido impedidos pela guarda prisional de entrar nas instalações.

Fernando Garcia Miala encontra-se gravemente doente com paludismo e medicação anti-palúdica que lhe foi ministrada piorou o seu estado clínico. Miala esteve poucos dias internado na clínica do grupo Endiama no Benfica. Na passada sexta-feira começaram a circular informações que davam conta que poderia ser evacuado a qualquer momento para o exterior do país, isto se o Presidente da República José Eduardo dos Santos o autorizar. Rumores em Luanda dizem que Miala está a ser tratado secretamente em Portugal.

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Miala internado de urgência

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Fernando Garcia Miala, ex-chefe dos Serviços de Inteligência Externa (SIE) de Angola, foi transferido esta manhã de emergência para a Clínica Sagrada Esperança, no Benfica,  Ilha de Luanda.

Em declarações à LUSA, fonte familiar disse que “o estado de saúde de Miala agravou-se por lhe ter sido administrado um medicamento que lhe terá alegadamente causado «efeitos colaterais». Os médicos confirmaram que estava com paludismo e receitaram-lhe um anti-palúdico que lhe causou uma disenteria descontrolada”.

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Combate à Pirataria no Kwanza Norte

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Fotografia do blog Bragaparks

A Norte de Angola surgem boas notícias a respeito da luta contra a pirataria. Ontem, cumprindo ordem do Tribunal Provincial do Kwanza Norte, mais de 3.000 discos piratas foram incinerados em N’Dalatando, no Kwanza Norte, pela Polícia de Inspecção e Investigação das Actividades Económicas. As operações levadas a cabo por aquele órgão policial permitiram deter dez pessoas pelo cometimento de contrafacção de discos, que ao abrigo da Lei dos Direitos de Autor de Angola (Lei n.º 4/90, de 10 de Março), pode ser punida com pena de prisão e multa. Entre Janeiro e Agosto, as pessoas detidas, na sua maioria jovens, dedicaram-se há venda ambulante de discos de artistas da moda, como Reptile, Big Nelo ou Sandokam, em vários pontos de N’Dalatando. Gostaria de dizer ainda que Polícia Económica, que tem assumido no último ano uma postura actuante e robusta para combater este tipo de crime, tem apostado muito na formação dos seus agentes. Os frutos estão ai.

Bissexuais, lésbicas & homossexuais nas forças de segurança

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Foto de dev null segundo licença CC-BY-SA 2.0

É preciso ouvir e respeitar, esclarecer e ser esclarecido. O processo de modernização das forças de segurança passa também pela aceitação e respeito pela orientação sexual de cada um.

Iniciamos portanto, um ciclo de debates especialmente dirigido a agentes, oficiais, inspectores, auxiliares, seguranças e militares das forças de segurança cuja atracção sexual é dirigida fundamentalmente para indivíduos do mesmo sexo, ou de ambos os sexos.

De que forma é vista a homossexualidade masculina e feminina na Polícia Judiciária, PSP e GNR? Existe descriminação nas forças de segurança portuguesas? O que pode ser feito para alterar as mentalidades?

Convidamos os nossos “leitores-polícias” em Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste a participar.

Envie-nos o seu testemunho para blogue.cdp@gmail.com

Crime em Luanda é preocupante

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O crime na cidade de Luanda tem atingido proporções muito preocupantes desde 2008, e está a ficar claro que as acções realizadas pela polícia contra os bandidos não são suficientes. Os poucos meios que são disponibilizados e falta de formação entre corpo de agentes da Polícia Nacional prejudicam o combate ao crime em todo o país, mas com principal relevo para Luanda.  Na capital aumentaram os crimes de assaltos aos bancos, os furtos, as violações, os assassinatos em residências. De acordo com Eduardo Cerqueira director da DNIC, os crimes de furto saltaram de 3.657 casos, em 1999, para 8.305, em 2008, as ofensas corporais voluntárias passaram de 1.841 casos, em 1999, para 9.831, em 2008, os crimes de violação passaram de 248 casos, em 1999, para 944 casos em 2008. O uso de armas de fogo no cometimento de crimes reduziu significativamente. Os municípios de Luanda – Kilamba Kiaxi, Ingombota, Samba, Maianga, Sambizanga, Cacuaco, Cazenga, Rangel e Viana – tem elevados índices de criminalidade.

É verdade que a percepção do crime tem aumentado entre a população com o surgimento de novos meios de comunicação, mas a população tem tanto receio da polícia como dos bandidos. Os elevados índices de corrupção na polícia contribuem para o medo e desconfiança entre a população. Grande parte da culpa é mesmo dos responsáveis da polícia quando afirmam que não existe insegurança em Luanda. Não é do interesse do Presidente da República que o crime continue a aumentar em Luanda, mas enquanto as promoções na carreira, os melhores salários e as ajudas sociais estiveram apenas disponíveis para membros do partido no poder a corrupção não acabará.

P.S: Gostaria de agradecer o convite que me foi feito pela minha amiga Sofia Afonso para escrever no blog Casos de Polícia. É um prazer e uma honra.

Escrito por Valeriano A. Kivango

Agosto 6, 2009 em 3:15 pm

E-mails dos Leitores: “Miala ou morre na prisão, ou quando sair é morto num assalto”

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Luanda

Foto de azeite segundo licença CC-BY-SA 2.0

Como cidadão angolano não consigo calar a revolta que sinto. Não é esta a Angola que o povo merece e tem direito e exemplo de toda a porcaria que se vive em Angola é o caso Miala. Fernando Garcia Miala, ex director-geral do SIE – Serviços de Inteligência Externa foi condenado a uma pena de prisão de 4 anos (apenas) porque se meteu com os poderes do país. Esta situação veio confirmar à comunidade internacional de inteligência, pelo menos aos que ainda tinham dúvidas, que a secreta angolana é controlada e instrumentalizada a todos os níveis pelo “clã Dos Santos”. As jogadas entre o Ministério Público angolano e o Tribunal Militar foram de tal forma maquiavélicas que todo este caso sido tema de conversa entre elevados oficiais de agências de inteligência de toda a África. Miala ou morre na prisão ou quando sair é morto num “assalto”.

Leitor R.G, Luanda

Luanda – 4 pessoas condenadas pelo homicídio de juíz e polícia

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Luanda

Foto de Wilsonbentos

Foram ontem condenadas, na 6ª secção da Vara de Crimes do Tribunal Provincial de Luanda, a penas entre os 9 e os 24 anos de prisão efectiva, quatro pessoas pelo homicídio de um juíz e de um oficial de polícia.

Adilson Miguel, 18 anos, Adilson João, 19, Joaquim Miguel, 22, e Domingos Pedro, também com 22 anos, foram condenados pelo homicídio de Miguel Macumbi, juíz, e de Milton Janota, oficial da Polícia Nacional de Angola. Os indivíduos, que se encontravam organizados em gangue dedicando-se ao crime violento através da utilização de armas com calibre de guerra, foram também condenados por roubo qualificado, posse ilegal de armas de fogo e crimes de associação criminosa.

O homicídio de Milton Janota deu-se a 18 de Janeiro de 2007, no bairro Rangel, quando Domingos Pedro e Adilson Mateus abordaram a vítima com o objectivo de efectuar um assalto. O polícia, que ofereceu resistência, acabou por ser baleado mortalmente na cabeça por um projéctil disparado de uma pistola de calibre 9mm da família “Star” (Star Model B) empunhada por Domingos Pedro.

Cerca de 1 mês depois, a 22 de Fevereiro, Miguel Macumbi, era igualmente assassinado no bairro Rangel quando tentou evitar o furto do veículo de que era proprietário, um Toyota Land Cruiser. Foi baleado por tiros de uma “AK-47″ efectuados por Domingos Pedro. O juíz, não resistindo a graves ferimentos, veio a falecer dois dias mais tarde, a 24 de Fevereiro de 2007, na clínica Sagrada Esperança, situada na Avenida Mortala Mohamed na Ilha de Luanda.

O caso foi investigado pela DNIC (Direcção Nacional de Investigação Criminal) da Polícia Nacional de Angola.

Rui Aguiar