Casos de Polícia

Defesa, Segurança, Investigação, Criminalidade & Inteligência (Espionagem)

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Porque te lamentas?

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Foto de Tiago Ribeiro segundo licença CC-BY-NC-SA 2.0

Colega, irmão, porque te lamentas?
Que dor te prende, que ânsia te empurra?
És feito de carne e frágil existência
De fartos instantes, de tombos de gigante

Caminhas anonimamente, vigilante
Amordaçado, enjoado com o sangue
De olhos molhados habituados à escuridão
Perdidos em pormenores de uma loucura

A morte penetra a tua alma
O que é a realidade senão a insanidade?
Rastejas pelos detritos em busca de cheiros
És um obstinado mas um órfão de quietude

Colega, irmão, porque te lamentas?
Que tristeza íntima acompanha os teus passos?
Sim, és um frágil ser humano
Não és um merdas, recusas desistir

Enviado por Anónimo

Escrito por Ana Paula

Agosto 5, 2009 em 2:17 pm

A Dr.ª Suzana Toscano e o Cro-Magnon de Vieira do Minho

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Foto de Naccarato segundo licença CC-BY-NC-SA 2.0

A Dr.ª Suzana Toscano surpreende-me todos as semanas não só pela sua inteligência e capacidade de observação, mas pela capacidade de abordar em palavras sentimentos e ideias que são comuns em todos nós. No seu último artigo na 4.ª República, a Dr.ª Suzana Toscano escreve que um homem que andava a monte foi capturado pela PJ após dezasseis anos de fuga. É um artigo bem escrito que questiona o direito à dignidade humana, alerta para o facto da pena ter sido “cumprida” em profundo isolamento, mas que também nos fala de “uma perseguição” que devia “dar um bom filme” por polícias “armados até aos dentes”. Ora quem lê o “post” imagina logo uns polícias “mauzões” e “brutos” que abordaram o pobre homem. É estranho que uma pessoa formada em Direito “não entenda” que não compete aos funcionários de investigação criminal da PJ fazer juízos de valor sobre determinado procurado, operação ou investigação, e ainda que uma pessoa com um currículo e experiência ligada à educação “não entenda” que os “polícias” também se sensibilizam e emocionam com as histórias e vidas de sofrimento e injustiça, mas que no final do dia têm que fazer o seu trabalho. Como política, se for eleita como ministra da Dr.ª Manuela Ferreira Leite, poderá ter uma palavra a dizer na construção de uma sociedade melhor, e isto independentemente do cargo que ocupar.

Ana P.

(a) Prisão Perpétua

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A luta contra os piores tipos de criminalidade passa pela inclusão da pena perpétua na ordem jurídica portuguesa, ou (a pena perpétua) exclui a possibilidade de reinserção social, o direito ao arrependimento e conspira contra a dignidade humana?

Ana P.

Caso Meredith Kercher – A possível contaminação das provas

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Foto de Darren segundo licença CC-BY-SA 2.0

O Tribunal de Perugia encontra-se oficialmente de férias. O juiz, Giancarlo Massei, os advogados de defesa e os procuradores vão ter direito a dois meses de descanso. Se tem acompanhado o caso, terá que concordar que a justiça italiana consegue ser mais lenta e complicada que a portuguesa.

No sábado, naquela que foi a última sessão antes da interrupção de dois meses, a defesa trouxe e apresentou em tribunal mais um perito para questionar as provas da acusação. Adriano Tagliabracci, professor de medicina legal na “Facoltà di Medicina e Chirurgia di Ancona” da “Università Politecnica delle Marche”, defendeu em tribunal que os vestígios de ADN, pertencentes a Raffaele Sollecito, encontrados na alça do soutien de Meredith Kercher não podem ser admissíveis, pois aquela prova forense pode ter sido contaminada. Curiosamente os referidos vestígios só foram encontrados um mês depois, numa segunda perícia feita no apartamento de Meredith.

“A alça passou das mãos de um perito para as mãos de outro, e entretanto não vemos a troca de luvas. Depois, incrivelmente, a alça é colocada no chão e recolhida, catalogada e armazenada. Os procedimentos além de errados, podem ter levado a que esta importante prova fosse contaminada” – argumentou Adriano Tagliabracci.

Não é a primeira vez que o trabalho da polícia cientifica é seriamente questionado. Recorde-se que Francesco Introna já tinha acusado a polícia italiana de não ter seguido os devidos procedimentos de recolha e armazenamento de ADN.

Amanda Knox, 21, Seattle, e o seu ex-namorado, o italiano Raffaele Sollecito, 25, Giovinazzo, são acusados de terem assassinado a estudante inglesa. Rudy Guede, outro dos acusados, já se encontra a cumprir uma pena de prisão pelo crime.

Amanda Knox despediu-se do tribunal com um “Ciao”.

Ana P.

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Caso Meredith Kercher – As férias chegaram

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Foto de zac mc segundo licença CC-BY-SA 2.0

Na sessão de hoje, Amanda Knox surgiu na sala de audiências com um grande sorriso e muito bem disposta. Teve tempo para sorrir para as câmaras de televisão, para as objectivas dos fotógrafos e de mostrar toda a sua boa disposição aos membros do júri. Depois sentou-se e manteve-se distante – muito longe daquela sala de audiências. Haverá ainda alguma hipótese de ser condenada?

Amanhã será a última sessão de julgamento da jovem norte-americana e de Raffaele Sollecito, pois haverá uma pausa de cerca de dois meses. Será que no regresso, em Setembro, teremos a apresentação dos argumentos finais?

Mas passemos para os acontecimentos do dia. Além da mãe e das irmãs, Amanda teve a “visita” de uma prima, Dorothy Nair, que se deslocou de propósito a Perugia para testemunhar em tribunal a favor de Amanda. Na sua intervenção afirmou que na altura dos acontecimentos vivia na Alemanha e que passado uns dias recebeu um telefonema de Amanda que lhe relatou que quando naquela noite encontrou o corpo de Meredith estava com medo que o assassíno ainda estivesse dentro do apartamento. Dorothy afirmou que tentou convencer Amanda a sair de Itália, para que ela ficasse em segurança, sugerindo-lhe que fosse para a Alemanha ou para a Embaixada dos Estados Unidos da América em Roma, mas que Amanda tinha recusado pois pretendia ajudar as autoridades. Foi nesse preciso momento que um dos advogados de defesa se levantou e disse, ironicamente – “como vêm é o típico comportamento de uma assassína”.

Pouco se retira do julgamento de hoje. Tanto o juiz como os advogados, quer da defesa quer da acusação estão mais preocupados em tratar das suas férias. O circo mediático continuará em Setembro.

Ana P.

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Caso Meredith Kercher – Terá o caso da acusação perdido toda a credibilidade?

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Foto de Cristiano Pelagracci

O cerco mediático por parte da imprensa norte-americana tem provocado um verdadeiro desnorte na acusação do Ministério Público italiano. Tudo tem sido questionado – as provas forenses, as testemunhas, a seriedade da polícia italiana e até a competência do próprio juiz. Tudo neste caso tomou proporções exageradas, e vários factos tem sido amplamente distorcidos pela imprensa daquele país, que tem utilizado a (inteligente) técnica (usada pela imprensa inglesa no caso Maddie) de descredibilizar o coordenador das investigações, a acusação e o sistema judicial – fazer acreditar que o sistema está viciado. Conseguirá então a imprensa norte-americana “salvar” Amanda Knox? Quanto a Raffaele Sollecito – o jovem que vem de uma importante família de Itália, com fortes ligações económicas aos grupos liderados por Silvio Berlusconi, actual presidente do Conselho de Ministros de Itália – só terá a ganhar com a táctica da defesa de Amanda Knox, a de acusar Rudy Guede pelo homicídio.

Hoje, Eda Mellas, mãe de Amanda Knox, em declarações feitas à imprensa italiana afirmou que “o caso da acusação tem sido amplamente disputado por falta de evidências” e que por isso espera que “ela seja ilibada do crime de homicídio de Meredith Kercher”. Segundo Eda Mellas, Amanda tem aproveitado o tempo que tem passado na prisão para ler algumas obras clássicas e para a aprender alemão, francês e hindi.

As próximas sessões no tribunal de Perugia estão marcadas para 17 e 18 de Julho.

Ana P.

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Caso Meredith Kercher – Perícias forenses na cena do crime (Vídeo)

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Vídeo das perícias efectuadas pela “sezione di genetica forense” da “polizia scientifica di Roma” no pequeno apartamento da Via della Pergola, em Perugia, partilhado por Meredith Kercher, Amanda Knox e Filomena Romanelli.

Ana P.

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Caso Meredith Kercher – Prof. Carlo Torre arrasa acusação

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Está a ficar cada vez mais difícil para a acusação liderada pelo procurador do ministério público italiano, Giuliano Mignini, defender a tese de homicídio perpretado pelo trio “Amanda Knox-Raffaele Sollecito-Rudy Hermann”.

Carlo Torre, consultor da defesa de Amanda Knox e reputado professor associado na universidade de Turim, responsável pelo laboratório de ciência criminalística do departamento de anatomia, farmacologia e medicina legal daquela universidade, argumentou hoje, no tribunal de Perugia, que a faca que foi utilizada para matar Meredith Kercher é incompatível com a geometria da lâmina da faca que foi encontrada pela polícia italiana no local do crime.

Este especialista utilizou a parte superior de um manequim e duas facas para demonstrar efectivamente como a que foi encontrada pela polícia, com cerca de 30 centímetros, não é compatível com os cortes do pescoço de Meredith. “Na minha opinião, a faca que causou as feridas no pescoço da vítima terá provavelmente cerca de 8 centímetros e não mais do que um centímetro de largura” – afirmou aquele professor. Esta afirmação segue a opinião de Francesco Introna, patologista forense (também a trabalhar para a defesa, como tinha sido reportado anteriormente no CdP: Casos de Polícia), que tinha afirmado em tribunal que a faca recolhida pela polícia não podia ser a arma do crime pois não era compatível com os cortes no pescoço de Kercher. Torre e Introna estão também de acordo relativamente ao número de pessoas envolvidas na morte de Meredith Kercher – “não existem elementos que indiquem que mais do que uma pessoa esteve envolvida”, defendeu Torre.

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Meredith Kercher, Amanda Knox e Filomena Romanelli partilhavam um pequeno apartamento na Via della Pergola em Perugia. No dia 2 de setembro de 2007, Kercher foi encontrada morta.

Amanda Knox, 21, Seattle, e o seu ex-namorado, o italiano Raffaele Sollecito, 25, Giovinazzo, são acusados de terem assassinado a estudante inglesa. Rudy Guede, outro dos acusados, já se encontra a cumprir uma pena de prisão pelo crime.

A tese da acusação é a de que Amanda Knox, Raffaele Sollecito e Rudy Hermann Guede terão tentado convencer Meredith Kercher a participar num “jogo sexual”. A recusa por parte de Meredith terá sido o motivo da sua morte. De acordo com o ministério público italiano, Meredith Kercher foi assassinada de forma brutal – “Meredith está de joelhos, Rudy mantém imobilizado o seu braço esquerdo com a sua mão esquerda, enquanto que com a mão direita e talvez com o pénis a tenta penetrar. Sollecito agarra-a do outro lado. Amanda está à sua frente e corta-lhe a garganta com a faca da cozinha”. Rudy Guede foi condenado em Outubro a 30 anos de prisão depois de ter optado por um julgamento rápido.

Ana P.

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Amanda Knox – Il mio diaro del prigione

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diario

Conheces-me? Abre os teus olhos e vê que quando se diz que sou um anjo, ou sou um demónio, ou sou uma rapariga perdida, reconhece que o que está verdadeiramente perdido é: a verdade!

Amanda Knox – Il mio diaro del prigione (Download)

Ana P.

Escrito por Ana Paula

Julho 4, 2009 em 9:20 pm

Caso Meredith Kercher – A “pedra” de Francesco Pasquali

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Foto de Roberto

O julgamento de Amanda Knox e Raffaele Sollecito continua a decorrer no tribunal de Perugia com um mediatismo exagerado. A estratégia da defesa, de que Rudy Guede terá sido o único responsável pelo crime, conta com mais uma colaboração de peso.

Francesco Pasquali, perito criminal retirado e agora consultor contratado pela defesa de Sollecito, apresentou ontem no tribunal um vídeo onde tenta demonstrar que a pedra encontrada no local do crime (que o ministério público italiano afirma ter sido usada por Knox e Sollecito para depistar a polícia), podia perfeitamente ter sido atirada da parte de fora e não da parte de dentro como defende a acusação.

De acordo com Pasquali, Amanda Knox e Raffaele Sollecito não simularam qualquer invasão. O perito criminal recriou as supostas condições que existiam no momento da alegada invasão e analisando a trajectória da pedra defendeu que “pode excluir-se o cenário em que a pedra é atirada da parte de dentro”. A defesa alega que as persianas poderiam encontrar-se fechadas naquele momento. A guerra Knox & Sollecito versus Guede continua a aquecer a pequena cidade italiana.

Hoje está prevista mais uma sessão. As próximas sessões estão marcadas para 6 e 8 de Julho.

Meredith Kercher, Amanda Knox e Filomena Romanelli partilhavam um pequeno apartamento na Via della Pergola em Perugia. No dia 2 de setembro de 2007, Kercher foi encontrada morta.

Amanda Knox, 21, Seattle, e o seu ex-namorado, o italiano Raffaele Sollecito, 25, Giovinazzo, são acusados de terem assassinado a estudante inglesa. Rudy Guede, outro dos acusados, já se encontra a cumprir uma pena de prisão pelo crime.

A tese da acusação é a de que Amanda Knox, Raffaele Sollecito e Rudy Hermann Guede terão tentado convencer Meredith Kercher a participar num “jogo sexual”. A recusa por parte de Meredith terá sido o motivo da sua morte. De acordo com o ministério público italiano, Meredith Kercher foi assassinada de forma brutal – “Meredith está de joelhos, Rudy mantém imobilizado o seu braço esquerdo com a sua mão esquerda, enquanto que com a mão direita e talvez com o pénis a tenta penetrar. Sollecito agarra-a do outro lado. Amanda está à sua frente e corta-lhe a garganta com a faca da cozinha”. Rudy Guede foi condenado em Outubro a 30 anos de prisão depois de ter optado por um julgamento rápido e deverá ser uma das próximas pessoas chamadas a testemunhar neste caso.

Ana P.

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