Casos de Polícia

Defesa, Segurança, Investigação, Criminalidade & Inteligência (Espionagem)

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Suspeito morto em tentativa de assalto

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A Polícia Judiciária (PJ), através do Departamento de Investigação Criminal (DIC) de Leiria, está a investigar a morte de um homem, residente no concelho de Porto de Mós, ocorrida durante esta madrugada, num armazém de materiais de construção, em Chão da Feira, Porto de Mós.

A vítima, de 51 anos, tinha antecedentes criminais e encontrava-se referenciada por furtos, tráfico e consumo de estupefacientes. Foi atingida, mortalmente, por um empresário de 56 anos, proprietário do armazém, com tiros de caçadeira, durante a detenção levada a cabo por militares do Posto Territorial da Guarda Nacional Republicana (GNR) de Porto de Mós. Durante a operação, um militar da GNR sofreu ferimentos ligeiros num braço, tendo sido transportado, pelos Bombeiros Voluntários de Porto de Mós, para o Hospital de Santo André, em Leiria.

Operação de prevenção e segurança no Prior Velho

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barjackCC-BY-NC-ND 2.0

A Polícia de Segurança Pública, através de várias Equipas de Intervenção Rápida (EIR) e do Grupo Operacional Cinotécnico (GOC), está a proceder, desde o início da manhã, a uma vasta operação de apreensão de armas ilegais na Quinta da Serra, Prior Velho. A operação, que decorre ao abrigo da nova lei das armas, surge cerca de uma semana depois de se ter registado um tiroteio naquele bairro. Seis pessoas foram já detidas.

Furto “estranho” em apartamento de colaborador do ‘Casos de Polícia’

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O apartamento do nosso colaborador Valeriano Kivango em Talatona, Luanda, foi esta tarde assaltado. Foram furtados vários documentos pessoais e profissionais. O telemóvel particular do Valeriano e um disco flash USB encontram-se entre os objectos desaparecidos. Estranhamente o computador portátil não foi roubado, apenas foi efectuada uma cópia do disco rígido.

Escrito por Rui Aguiar

Outubro 14, 2009 em 12:07 am

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O que estou a ler #6

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Estou a ler o ‘Mercador da Morte‘ de Douglas Farah e Stephen Braun.

Viktor Bout é um dos mais poderosos e perigosos traficantes de armas que alguma vez existiram.

Fornecia-se nos Exércitos decadentes e indisciplinados da URSS e dos países da Europa de Leste após a queda do comunismo, para abastecer rebeldes e Governos (ao mesmo tempo) em África, as FARC da Colômbia, os muçulmanos da Bósnia, os hutus do Ruanda ou os talibans no Afeganistão. Era um homem temível e impune, que ajudou a matar milhares de civis e tratava os Presidentes por tu.

Durante décadas, ninguém lhe fez frente. Porque era exímio em operar sempre dentro da legalidade internacional, e porque nenhum Governo o queria atacar, por considerar que talvez um dia viesse a precisar dos seus serviços. Chegou a trabalhar para países democráticos, para ditadores e para guerrilheiros, para os lados opostos de um mesmo conflito, para os EUA e para a ONU. Os poucos inquéritos que se fizeram sobre as suas actividades foram prematuramente arquivados. Até que um homem decidiu atacá-lo.

Johan Peleman, um pacifista belga, decidiu investigar a origem das armas fornecidas aos hutus do Ruanda, que permitiram perpetrar o genocídio de milhões de tutsis. Instalou-se num mosteiro franciscano em Antuérpia e começou a analisar os registos de voos para a região. Foi assim que chegou ao nome de Viktor Bout.

Peleman era estudante de Filosofia. Passara o curso a estudar os textos do filósofo e psicanalista Jacques Lacan. Essa era a sua especialidade, não armas ou crime, economia ou política internacional. Nem tinha cumprido o serviço militar, por se ter declarado objector de consciência. Mas meteu na cabeça que iria apanhar Viktor Bout e levá-lo a tribunal, e fez disso cruzada pessoal. Apoiado pela organização belga International Peace Information Centre e fechado na cela de um monge franciscano, com pizzas e maços Gauloises, começou a organizar um arquivo. Depois viajou para África, Rússia e Médio Oriente. Anos depois, sabia tudo sobre a história e actividades de Bout. Acabou por cooperar com a ONU, com jornalistas, polícias e vários Governos, em operações que acabariam por levar à prisão do traficante.

“Mercador da Morte” é a história de Viktor Bout, mas também a de Johan Peleman. Douglas Farah, ex-chefe do departamento da África Ocidental do “Washington Post”, e Stephen Braun, jornalista do “Los Angeles Times” e vencedor de um Pulitzer, acompanharam Peleman e todos os investigadores que, durante anos, seguiram a “carreira” de Bout, sem nada poderem fazer para o deter.

Farah investigou as actividades africanas de Viktor Bout, enquanto Braun se ocupava das relações do traficante com os talibans. O resultado é um livro que se lê de um fôlego sobre uma história incrível, mas, também, sobre a hipocrisia e ineficácia de um sistema internacional onde é possível ser impunemente, durante décadas, um mercador da morte“.

Escrito por Rui Aguiar

Outubro 13, 2009 em 9:41 pm

Novo Gangue na Margem Sul

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Escrito por Rui Aguiar

Outubro 12, 2009 em 3:06 pm

Corrupção

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holbeistCC-BY-NC-SA 2.0

“Segundo os últimos indicadores, não existem quaisquer dúvidas: Portugal está a ficar mais corrupto.

Recentemente foi publicada pela Transparência Internacional (TI), uma Organização Não-Governamental, a listagem dos países menos corruptos. Convém referir que estamos perante uma listagem sobre o Índice de Percepção da Corrupção nesses países, e não sobre dados reais, uma vez que estes, neste tipo de crime, são muito difíceis, para não afirmar mesmo impossíveis de obter. Esta Organização foi fundada em 1993, sendo que Portugal apenas aderiu à mesma a 13 de Maio de 1998.

A Transparência Internacional analisa este fenómeno em cerca de 180 países. Da observação das últimas três listagens, resulta alguma preocupação para nós portugueses e um sinal claro que nos deve levar a todos não só a querer mudar o actual estado das coisas, como a irmos mais longe e a exigirmos essa mudança. Assim, em 2005 Portugal estava colocado em 25º lugar entre 175 países. No ano de 2007 a situação piorou. A TI analisou 173 países, sendo que Portugal aparece em 28º lugar, ou seja, descemos 3 posições. Na última lista divulgada, e depois de analisados 180 países, Portugal volta a cair, agora para o 32º, ou seja, uma descida de 4 posições, mas com o mesmo índice do 35.

Segundo os indicadores analisados pela TI, não existem dúvidas: Portugal está a ficar um país mais corrupto! E o problema é que os dados agora divulgados mostram claramente essa tendência, uma vez que estamos sistematicamente a descer. Poderíamos argumentar que o nosso índice se mantinha, mas que estávamos era a ser ultrapassados por países que tinham conseguido resolver esse problema. Mas, infelizmente, não é isso que se passa. O mais grave é que há de facto países a melhorar os índices, ou seja, a conseguirem efectuar um verdadeiro combate a este fenómeno, e por isso melhoram a sua classificação, ao passo que Portugal piora as suas performances na luta contra este crime. A hora não é a de encontrar culpados. Não podemos perder tempo nem recursos nisso. Temos de deixar de criar grupos de estudo para tudo e para nada, e que nunca chegam a conclusão digna desse nome. Isso é não querer encarar o problema e muito menos resolvê-lo. Todos sabemos o que há a fazer. Todos sabemos qual o caminho que devemos percorrer para que daqui a dois anos, quando sair a próxima lista, nos possamos orgulhar do trabalho feito.

Agora é preciso é que todos queiram percorrer esse caminho para obtermos bons resultados. Uma de duas coisas acontecerá: ou escolhemos esse caminho livremente, ou algum dia vamos ser obrigados a escolhê-lo,o que seria uma vergonha para todos nós”.

Artigo de opinião de Carlos Anjos, Presidente da ASFIC/PJ, in Correio da Manhã, 08-10-2009

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Teerão acusa EUA e Arábia Saudita pelo desaparecimento de cientista

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qom

golisnowCC-BY-NC-SA 2.0

Teerão acusou hoje o governo do Estados Unidos pelo desaparecimento de Shahram Amiri, um físico nuclear iraniano.

Shahram Amiri, físico na central nuclear iraniana de Qom e professor da Universidade de Tecnologia Malek Ashtar (controlada pelo Corpo da Guarda da Revolução Islâmica do Irão), no Isfaão, desapareceu em finais de Maio na cidade de Meca, Arábia Saudita, onde, segundo o governo iraniano, se encontrava em peregrinação. O Jahannews (Notícias do Mundo), próximo da oposição, afirma que Shahram Amiri pediu asilo político à Arábia Saudita. Aquele Reino da península Arábica é um dos fortes opositores das ambições atómicas iranianas e um forte aliado dos EUA na região.

O Ministro dos Negócios Estrangeiros, Manouchehr Mottaki, afirmou em conferencia de imprensa que “o Irão possui documentos que provam o envolvimento dos Estados Unidos no desaparecimento do peregrino iraniano, Shahram Amir”.

John Brennan, director-executivo adjunto da CIA entre 2002 e 2005 e actual assessor de Obama para o contra-terrorismo é visto pelos iranianos como o homem por detrás do desaparecimento de Amiri. Brennan foi durante muitos anos o homem forte da CIA em Riade.

Alberto Mondlane é o novo reitor da ACIPOL

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Foto de Snowlet segundo licença CC-BY-NC-ND 2.0

Alberto Ricardo Mondlane é o novo reitor da Academia de Ciências Policiais (ACIPOL) de Moçambique. O até agora vice-reitor da ACIPOL  irá substituir Machatine Munguambe, o novo Presidente do Tribunal Administrativo de Moçambique.

A ACIPOL é um exemplo na formação de oficiais superiores de polícia em África. A Licenciatura em Ciências Policiais destina-se a formar profissionais capazes de responder com agilidade aos desafios da criminalidade e das exigências da função policial. Dotar os futuros oficiais de vastos conhecimentos técnico-científicos e técnico-policiais tem sido o objectivo da ACIPOL desde 1999.

A Academia de Ciências Policiais está localizada em Michafutene, a norte da cidade de Maputo.

10 mil contas do Hotmail «hackeadas»

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Imagem de Tom Raftery segundo licença CC-BY-NC-SA 2.0

Segundo o blogue Neowin.net, os dados de acesso de cerca de 10 mil contas do Hotmail foram publicadas, a 01 de Outubro, no site para “developers” pastebin.com. Segundo ainda o blogue Neowint.net, a maior parte das contas divulgadas são de utilizadores baseados na Europa.

A Microsoft já confirmou a divulgação de dados e afirma que “está a investigar a situação”.

Garcia Miala autorizado a sair de Angola

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Fernando Garcia Miala, ex-chefe dos Serviços de Inteligência Externa (SIE) de Angola foi autorizado pelo Tribunal Militar Superior de Angola a deslocar-se ao estrangeiro para receber tratamento médico. A sua transferência está pendente de um relatório médico.

Recorde-se que Fernando Garcia Miala (director/SIE), Constantino Vitiaca (director de Informação e Análise/SIE), Ferraz António (director de Estudos e Planeamento/SIE), Miguel Francisco André (director Geral Adjunto/SIE) e Maria da Conceição Domingas (directora de Contra-Inteligência Externa/SIE) foram exonerados das suas funções e reformados compulsivamente.

António José Maria, director dos Serviços de Inteligência Militar (SIM) e Manuel Hélder Vieira Dias Júnior (“Kopelipa”), Chefe da Casa Militar do Presidente da República de Angola são agora os homens da confiança de José Eduardo dos Santos, Presidente da República de Angola.

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