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Fúria Divina de José Rodrigues dos Santos

Novo romance de um autor que já habituou os seus muitos leitores a aliar o prazer lúdico da leitura ao enriquecimento proporcionado pela relevância dos temas tratados e pela investigação rigorosa que os fundamenta. Depois de tratar a crise energética e os últimos avanços da ciência numa mistura extremamente hábil e subtil de ficção e realidade, José Rodrigues dos Santos traz-nos mais um tema escaldante da actualidade, num acontecimento editorial que dará muito que falar.
É o regresso de Tomás Noronha, o historiador português perito em criptanálise e línguas antigas. O novo livro de José Rodrigues dos Santos, “Fúria Divina”, aborda, em 608 páginas, vários temas contemporâneos: terrorismo versus segurança, fundamentalismo islâmico versus meio cultural, bomba atómica e Al-Qaeda e Médio Oriente versus Ocidente. Para aqueles que lidam diariamente com estas temas nas áreas da defesa, segurança ou das informações, “Fúria Divina” – romance baseado em factos reais – pode revelar-se útil ao contribuir para o aprofundamento da compreensão das realidades geoestratégicas do mundo islâmico.
A apresentação do livro decorrerá no próximo sábado, dia 24 de Outubro, no C.C Colombo.
Tiroteio – o que fazer?
09.10.2009 – Bar Route 66, Toledo, Estado do Ohio, EUA / Tiroteio entre clientes e segurança
Imagens CCTV de um tiroteio num bar da cidade de Toledo, no Estado do Ohio, EUA. O tiroteio ocorreu por volta da 00h30 no bar Route 66 e terá resultado de desavenças entre clientes e um segurança. Múltiplos tiros foram disparados mas ninguém ficou ferido. A Polícia do Condado de Lucas procura agora os homens envolvidos.
O que fazer neste tipo de situação? Fugir ou deitar-mo-nos no chão? Se num assalto a pior coisa a fazer é fugir, num tiroteio também. A primeira coisa que devemos [tentar] fazer é procurar um local ou obstáculo que nos proteja da linha de fogo e esperar que a situação termine. Respirar e manter a calma é igualmente importante para que não nos coloquemos numa posição de alvo ou de ameaça para o atirador. Acredite ou não, a maioria dos que empunham uma arma num assalto ou num tiroteio estão igualmente assustados. Os níveis de adrenalina são tão altos que bloqueiam a coragem e originam uma sensação de insegurança. O nível de ansiedade é decisivo. Por isso, confrontar ou ameaçar o atirador também não é a melhor opção. Mesmo que o nosso corpo nos diga para fugir ou lutar devemos tentar racionalizar ao máximo.
A importância do “chibo”
08.10.2009 – Spokane, Estado de Washington, EUA / Roubo de tabaco
Um bom exemplo da utilização de viaturas furtadas para a prática de assaltos. A potência do carro é utilizada tanto para arrombar como para fugir. Em Portugal a mesma técnica é utilizada para o arrombamento das grades de gasolineiras, de ourivesarias e de lojas de roupa. A solução passa pelo reforço do patrulhamento em zonas comerciais com a articulação entre os OPC’s e as forças de segurança locais. Neste tipo de crime, o “chibo” (aquele que fornece informação relativa aos autores/receptores) é da maior importância. Os informadores locais podem ajudar a resolver um crime em apenas algumas horas.
Afinal quem nos escuta?

Artigo no Operacional. Ler e guardar.
«Neste artigo são levantadas questões incómodas para vários actores institucionais do nosso país. Quanto mais depressa todos ficarmos a saber as respostas, melhor para Portugal para os portugueses e para a qualidade do regime».
Desde 1994 que não assistíamos a tão clara desconfiança interinstitucional. Nesse ano foi detectado um microfone escondido no soalho do gabinete do então Procurador-Geral da República, tendo o receio das escutas ilegais alastrado ao Palácio de Belém, generalizando-se a caça ao microfone escondido, e até o líder da oposição veio denunciar que também receava estar a ser escutado.
Do You Believe?
Durante uma noite fria em Madrid, em finais de 1997, conheci um oficial do Cesid – isto nos tempos do Tenente-General Javier Calderón – alto, meio encurvado, olhar de raposa. A linguagem corporal daquele homem lembrava uma tulipa (ao vento). Após um pequeno passeio por Lavapiés, a nossa conversa encaminhou-se para um lado sombrio, grave (bastante comum em homens daqueles), que sabia não dominar, e foi então que, com alguma prosápia, típica dos militares espanhóis, aquele hermanito decidiu revelar, para meu espanto, a existência de um programa da secreta espanhola para a recolha e análise de intel sobre OVNIS e fenómenos paranormais em território espanhol. Confidenciou-me, sapientemente, que o programa tinha um orçamento de 5,5 milhões de pesetas.
Ora bolas. Você está a dizer-me que gastam essa quantia a caçar OVNIS? – disse eu baixinho.
Precisamente – disse ele – É um assunto deveras sério, da maior importância para a segurança interna de Espanha.
Mas isso é ridículo homem – disse levantando-me – A E.T.A não convalesce e vocês preocupam-se com coisas dessas? – Pobre homem, está tolo.
Fez um expressão grave – Vocês não têm coisas dessas em Portugal? – ciciou o hermanito
É possível – respondi eu – Mas penso que o estado português não terá, presentemente, qualquer interesse no assunto.
Não têm mesmo? – insistiu
Que eu saiba não – respondi, enquanto batia com o dedo indicador esquerdo no lábio inferior a tentar recordar-me de alguma história ou notícia
Então será melhor não falarmos mais do assunto – disse friamente, a perscrutar-me com os seus olhos de raposa
Confesso-lhe que acho toda essa história perfeitamente ridícula – pobre tolo, repeti para mim.
E mudamos de assunto. No dia seguinte regressei a Lisboa.
Pouco me importa se falara a sério. Fiquei preocupado com as prioridades do pessoal afecto ao Cesid.
E hoje, como serão as coisas? Caças a OVNIS, pequenos homenzinhos verdes? Ora essa! Tragar coisas dessas não.
Hemident – teste de identificação de sangue

O Hemident é um teste de identificação de sangue que contém um reagente especial (McPhail’s) que apresenta uma cor azul-esverdeada na presença de sangue. O Hemident não faz a distinção entre sangue humano e sangue animal. Ao contrário do Luminol (que deve ser usado apenas na parte final das perícias), o Hemident preserva os indícios recolhidos, permitindo assim uma posterior análise laboratorial.
1. Esfregue o cotonete sobre a presumível mancha de sangue
2. Remova a tampa e insira a ponta de algodão do cotonete no tubo de teste; quebre a haste removendo a parte em excesso
3. Volte a colocar a tampa no tubo de teste; esmague a parte inferior da ampola apertando-a com firmeza e rapidamente
4. Dê um pequeno toque na ampola de modo a assegurar que o Hemident entra em contacto com a ponta de algodão; espere entre 20-30 segundos
5. Esmague a parte superior da ampola, apertando-a com firmeza e rapidamente

6. Observe a presença de pequenas manchas azul-esverdeadas na ponta de algodão do cotonete
Necessidades de um Polícia

Correr antes de trabalhar, ler Cesariny, Borges ou Drummond antes de dormir
Almoçar ao som de Nelson Freire, Filipe Pinto-Ribeiro, Bruno Monteiro
Usar o instinto. Não usar a pistola como um apêndice
Estudar matemática e português. Escutar as crianças
Passear por Lisboa. Contemplar o silêncio. Desligar a televisão
Combater a crueldade com humanidade
Olhar a violência com enjoo
Sorrir para a morte. Rir do ordenado. Rir da justiça. Rir dos homens
Fazer amor. Namorar. Pescar











